Pupa Vinhos: quando, em Campo Maior, o amor pela terra se transforma em vinho

Há projetos que nascem de sonhos. Outros, de paixões antigas. E há ainda aqueles raros casos em que o amor, a terra e o tempo se unem para criar algo verdadeiramente especial. Foi exatamente isso que encontrámos na Pupa Vinhos, um projeto familiar em Campo Maior que nos conquistou pela dedicação e enorme respeito pela natureza.

Fomos recebidos por Margarida e Bruno Pinto para conhecer de perto o projeto da Pupa Vinhos e perceber como surgiu esta paixão pela arte enóloga. O resultado foi um dia memorável entre vinhas, histórias de família e uma visão muito própria sobre a produção de vinho artesanal.

 

Um sonho que criou raízes

Margarida, bióloga de formação, e Bruno Pinto, engenheiro alimentar, trabalharam durante cerca de uma década no Grupo Nabeiro, uma das maiores referências empresariais de Campo Maior. Apesar das carreiras estáveis, existia um sonho antigo que Bruno nunca deixou cair: criar o seu próprio projeto vínico.

“Era mais o sonho dele do que o meu”, confessou Margarida entre risos. Mas a verdade é que acabou por embarcar nesta aventura e apaixonar-se completamente pelo processo. Hoje, ambos vivem o projeto com enorme entusiasmo, paixão e espírito de missão.

Os primeiros passos foram dados em 2016, ano em que plantaram a primeira vinha em modo de produção biológica. Atualmente, o projeto conta com quatro hectares divididos em duas parcelas, uma com três hectares e outra com um.

A vinha principal encontra-se numa zona muito particular de Campo Maior. Antigamente, aquele terreno fazia parte de uma área do rio Caia onde, nos finais do século XIX e início do século XX, se praticava agricultura de subsistência. Os terrenos eram atribuídos por sorteio e, curiosamente, a parcela adquirida pelo casal esteve à beira de pertencer à família, tendo sido inclusivamente sinalizado com 1000 escudos pelo avô paterno, que era o cantoneiro do local. Mas o negócio não se veio a concretizar e tiveram de devolver o sinal em dobro (2 contos).

 

Produção biológica e respeito pela natureza

Desde o início, Margarida e Bruno quiseram fazer as coisas de forma diferente. Optaram por um modelo de produção biológica e por métodos de cultivo mais tradicionais, inspirados em saberes ancestrais.

As vinhas são conduzidas em taça ou vaso, uma técnica que dispensa arames e respeita o crescimento natural da planta. Não utilizam fitofármacos e privilegiam a nutrição através de extratos de algas, procurando sempre proteger o ecossistema e devolver equilíbrio à terra.

Mais do que produzir vinho, o objetivo é criar um ciclo sustentável e harmonioso, onde a natureza é parceira de todo o processo.

 

O significado por detrás do nome Pupa

O nome escolhido para o projeto não poderia fazer mais sentido. “Pupa” representa a fase de metamorfose entre a lagarta e a borboleta, um símbolo perfeito para descrever a transformação constante da vinha e do vinho.

Desde a poda da videira até à abertura de uma garrafa, tudo passa por diferentes ciclos de evolução. Essa ligação entre natureza, tempo e transformação está presente não só no nome, mas também em toda a identidade visual da marca.

 

Castas com identidade

Na produção dos seus vinhos, a Pupa Vinhos trabalha com várias castas tradicionais, entre elas Tinta Caiada, Alicante Bouschet, Trincadeira, Grand Noir, Moreto, Castelão, Tinta de Olho Branco (Monvedro), Tinta Carvalha e Aragonês — algumas com mais de 26 anos.

Cada vinha é tratada quase de forma artesanal, respeitando o ritmo da natureza e valorizando a autenticidade das uvas.

Muito mais do que vinho

Além da dedicação à Pupa Vinhos, Bruno Pinto colabora também com o grupo Marvanejo nos projetos Dois Marias e Herdade da Amada. Divide ainda o seu tempo dando aulas na Escola Superior de Biociências de Elvas e na Escola de Hotelaria de Portalegre, na área do enoturismo.

Margarida segue igualmente ligada ao ensino, lecionando biologia no Instituto Politécnico de Portalegre e como formadora no IEFP.

Mas talvez o mais bonito deste projeto seja perceber que ele é profundamente familiar. O casal, que se conheceu em 2011 através de amigos em comum, construiu não só uma marca, mas também uma vida ligada à terra. Hoje, os filhos Luz e Lourenço de 6 e 4 anos respetivamente, já acompanham os pais nas vinhas e participam nas plantações, crescendo rodeados por este ambiente de muita paixão e respeito pela natureza.

 

Um projeto com futuro

Durante a nossa visita tivemos ainda oportunidade de conhecer um novo projeto que está prestes a ser lançado. Ainda sem poder revelar muitos detalhes, podemos garantir que mantém a mesma identidade artesanal e a enorme qualidade que caracteriza tudo o que nasce pelas mãos da Pupa Vinhos.

Foi um daqueles dias inspiradores que ficam na memória — não apenas pelos vinhos, mas sobretudo pelas pessoas, pela visão e pela paixão que colocam em cada detalhe.

Se procura vinhos autênticos, produzidos com respeito pela terra e uma forte ligação às tradições alentejanas, vale a pena descobrir a marca Pupa Vinhos na nossa loja online.

PUPA VINHOS

Campo Maior
Contacto: +351 962 447 245
Email: geral@pupavinhos.com
Instagram: @pupa_vinhos


Tecolameco com Ginjinha Franciscana: tradição e inovação juntas num só conceito

Há sabores que guardam memórias. Outros criam novas histórias. No coração do Alto Alentejo, na vila do Crato, fomos à procura da tradição e quisemos dar-lhe um toque de inovação.
Fomos ao encontro da Lurdes Santos, detentora da marca “A da Lurdes”, uma boleira de excelência que há 26 anos preserva e valoriza um dos tesouros da doçaria conventual portuguesa: o Tecolameco.

Típico de Crato, o Tecolameco é um doce tradicional do Alto Alentejo, conhecido pela sua textura húmida e riqueza de sabores. Feito com açúcar, amêndoa moída, gemas, farinha, ovos, manteiga e banha, é um bolo profundamente ligado à herança conventual portuguesa. Depois de ir ao forno, ganha ainda um toque final especial com uma delicada calda de claras e açúcar.

Mas quisemos ir mais longe.

Lançámos um desafio à Lurdes: criar uma versão do Tecolameco com a nossa Franciscan sour cherry. O resultado superou todas as expectativas, pois o encontro entre estes dois conceitos distintos deu origem a um produto único, autêntico e absolutamente delicioso.
A intensidade da ginjinha trouxe uma nova dimensão ao doce, respeitando a receita tradicional e acrescentando-lhe sofisticação, identidade e um perfil de sabor verdadeiramente diferenciador.

Este é, para nós, o melhor exemplo de como a tradição não precisa ficar parada no tempo. Pode evoluir, reinventar-se e continuar a surpreender.
Se ficou curioso para provar esta criação, pode encomendar diretamente à Lurdes Santos e, se quiser a versão especial com Ginjinha Franciscana, basta mencioná-lo no pedido.

Onde encontrar:

O Tasco de Lurdes Santos
Contacto: 967 243 064

Porque preservar tradições também é saber dar-lhes novos futuros.


Tombalobos: quando a tradição se senta à mesa com a gente

Há lugares que visitamos que não se explicam apenas pela comida. Explicam-se pelas histórias, pelas pessoas e pelo caminho que as levou até ali. O Tombalobos é um desses lugares, é um projeto onde tradição, autenticidade e visão caminham lado a lado.

Uma história que começou por acaso e ficou para sempre

Catarina, engenheira biofísica, natural de Lisboa, deixou a capital rumo a Portalegre, há cerca de 30 anos, para estagiar no Parque Natural da Serra de São Mamede. O que seria apenas uma etapa profissional acabou por mudar o rumo de toda a sua vida.

Conheceu José Júlio Vintém, alentejano, na altura ligado ao turismo e termalismo na sua vida profissional. O encontro foi imediato, natural e transformou as vidas de ambos até hoje. Catarina não regressou mais às suas origens lisboetas.

José Júlio já trazia consigo uma ligação profunda à terra. Desde jovem, habituado à caça, à pesca e aos momentos à mesa com família e amigos, cresceu num ambiente onde cozinhar e partilhar eram gestos quase sagrados. Esses momentos simples tornaram-se, mais tarde, a base da sua identidade gastronómica.

Do inesperado nasce um projeto de vida

A determinada altura a vida deu uma reviravolta quando a fábrica onde José Júlio trabalhava encerrou. Longe de ser um fim, foi o início de tudo.

Em 2002, nasce o primeiro Tombalobos, um espaço pequeno, descomplicado, mas cheio de sabores. O sucesso foi rápido e em menos de um ano, o espaço já não respondia à procura.

Seguiram-se mudanças, crescimento, novas ideias (como a tasquinha Boca do Lobo), até que, em 2019, o restaurante se fixa na zona histórica de Portalegre. É aí que hoje continua a afirmar-se como uma referência do nosso distrito.

Uma cozinha com identidade e propósito

No Tombalobos respeita-se o produto acima de tudo: ingredientes locais, sazonais e tratados com cuidado. Os pratos são intensos, mas equilibrados, pensados não só para agradar ao paladar, mas também para proporcionar leveza e bem-estar.

Um detalhe curioso é o uso criterioso da acidez na confeção dos pratos, que ajuda a equilibrar os sabores e a tornar a experiência mais harmoniosa. Não é, por isso, uma cozinha pesada, apesar da sua raiz tradicional alentejana.

Na cozinha do Chef José Júlio respeita-se o passado e as bases ancestrais sem ficar preso a ele. Há sempre um toque contemporâneo nas receitas que conseguem sempre surpreende quem as prova.

O que se come no Tombalobos

O menu é um reflexo claro desta abordagem. Entre os pratos e preparações mais emblemáticas, destacam-se:

  • Açorda de bacalhau
  • Borrego prensado
  • Pratos de caça, como arroz de pombo bravo, perdiz de escabeche, veado ou javali
  • Preparações que valorizam a circularidade como o aproveitamento integral do porco
  • Legumes sazonais
  • Doces conventuais e criações de autor

E claro, os já conhecidos “enfrascados” — refeições prontas, cuidadosamente preparadas pelo Chef, que permitem levar o sabor do Alentejo para qualquer lugar.

Mais do que um restaurante uma família

O Tombalobos é, acima de tudo, um projeto familiar. Catarina e José Júlio construíram este percurso juntos, conciliando vida pessoal e profissional.

Hoje, com três filhos e uma neta, a história continua a crescer. O António, filho mais velho, já integra a equipa a tempo inteiro, assegurando a continuidade de um legado feito com consistência, trabalho e paixão.

Com muitas presenças em eventos gastronómicos de prestígio e um percurso reconhecido a nível nacional e além-fronteiras, José Júlio Vintém afirma-se como um dos nomes que melhor representa a cozinha alentejana contemporânea, tendo sido distinguido, por diversas vezes, com prémios variados.

Levar o Alentejo à mesa onde quer que esteja

Foi com uma ginjinha Franciscana que celebrámos esta nova parceria com a Despensa e, para todos os que estão longe mas gostavam de ter o Alentejo à mesa, temos à disposição toda a gama de “enfrascados” preparados cuidadosamente pelo Chef.

Disponíveis na nossa loja online, incluem especialidades como:

  • Perdiz de escabeche
  • Fraca de escabeche
  • Salada de pato
  • Coelho de vilão
  • Pezinhos de coentrada
  • Salada de orelha
  • Chispe moreno
  • Frango sacaninha

Uma forma prática e autêntica de ter o Alentejo em sua casa pronto a comer.

Restaurante Tombalombos
Rua 19 de Junho, 2
7300-126 Portalegre
Contacto para reservas: +351 245 906 111
tombalobos@gmail.com


Cheesecake Franciscano

Ingredients

Base:

– 150g bolacha aveia e ginja
– 100g de manteiga derretida

Creme:

– 250g requeijão
– 200ml natas bem frescas para bater
– 100g açúcar
– 7 folhas de gelatina

Cobertura:

– 200g morangos e ginjas descaroçadas
– 1 cálice de ginja Franciscana
– 3 colheres de sopa de açúcar
– Raspas de 1 limão
– Essência de baunilha

Modo preparação

Base:

Comece por derreter a manteiga e triturar as bolachas .
De seguida misture tudo e coloque no fundo de uma forma amovível pressionando bem para criar a base do nosso cheesecake e de seguida reserve no frigorífico.

Calda:

Para a nossa calda, coloque numa frigideira os morangos e as ginjas, o açúcar, as raspas de limão, um cálice ginja e uma colher de chá de essência de baunilha e deixe reduzir durante uns minutos.
Triture e adicione as folhas de gelatina para finalizar.

Creme:

Bata o requeijão com o açúcar, adicione as folhas de gelatina e misture até criar um creme.
De seguida, junte as natas, previamente batidas, ao creme e misture delicadamente. Deite o creme por cima da bolacha e reserve novamente no frio durante 30 minutos .

Finalize com a calda por cima e deixe por 3 horas no frigorífico antes de servir .


Envelopes S. Valentim

Ingredients:

  • Massa quebrada, folhada ou de pizza (a gosto)
  • Compota de ginja q.b.
  • Açúcar amarelo e canela q.b.

Method of preparation:

Pré-aquecer o forno a 200º. Cortar quadrados de massa e moldar um coração em cada um deles. Espalhar a compota e fechar em forma de envelope de modo a que a compota sobressaia no coração cortado. Com um garfo pressionar as três partes abertas do quadrado para que fiquem selados. Pulverizar a partes da massa com açúcar e canela. Levar ao forno por 10 minutos.
Sugestão: servir com morangos e um cálice de Ginjinha Franciscana.

Para celebrar o amor todos os dias!


Tarte de chocolate negro e Ginja

Ingredients:

  • 30g açúcar
  • 180g farinha tipo 65
  • 130g manteiga fria cortada em pedaços
  • 25g água fria
  • 1 cálice de ginjinha Franciscana
  • 150g ginjas
  • 6 Folhas de hortelã
  • 200g natas
  • 20g mel
  • 200g chocolate p/ culinária partido em pedaços

Modo de Preparação

Pré-aquecer o forno a 180º.
Pulverize o açúcar. Numa taça juntar o açúcar pulverizado, a farinha, 100g manteiga, o cálice de ginjinha e bater todos os ingredientes até obter uma massa homogênea. Formar uma bola com a massa e levar ao frio durante 10m, numa película aderente. De seguida forrar uma tarteira com a massa e levar ao forno por 25/30m.
Retira e deixar arrefecer.
Noutro recipiente juntar as natas, 30g de manteiga e o mel. Levar ao lume brando durante 3 minutos, juntar o chocolate aos pedaços e deixar amolecer até ficar uma mistura cremosa.
Na tarte já arrefecida, disponha as ginjas, as folhas de hortelã e o chocolate. Levar ao frio por 2 horas.

Enjoy your meal!
Boas Festas!


Estrelinhas Folhadas

Ingredients:

  • 2 massas folhadas
  • 1 queijo de ovelha alentejano mal curado
  • 1 egg yolk
  • 2 colheres de sopa de leite
  • Compota de ginja q.b.

Directions:

Pré-aquecer o forno a 170º.
Com uma forma de estrelinha ou outra a gosto, corte os moldes nas massas folhadas. Coloque a/s fatia/s de queijo num lado da massa e tape com a outra parte. Feche a massa folhada com um garfo para selar bem as junções. Junte 1 gema de ovo com um pouco de leite e pincele as massas. Leve ao forno por 25m.
Numa taça colocar a compota de ginja e mergulhe as estrelinhas antes e comer.

 

Boas Festas!


A Toca em Castelo de Vide

É sempre um prazer visitar a bonita vila de Castelo de Vide e todos os motivos são bons para voltar.

Numa tarde de Outono bastante solarenga, fomos ao encontro da Catarina Matos, uma alentejana que abriu um espaço no centro da vila no passado mês de Junho.

Antes de abrir as suas portas, fomos contactados pela proprietária para que pudéssemos ser parceiros nesta sua aventura. Prontamente aceitámos e para além de termos a nossa ginjinha neste espaço, partilhamos alguns ideais e algumas práticas sustentáveis, motivo que levou a Catarina a querer trabalhar com a nossa marca.

Mas voltando à fundadora e mentora deste espaço chamado A Toca, é importante referir que esta alentejana nasceu em Estremoz, onde residiu até aos 18 anos. Chegada essa altura rumou a Lisboa onde se formou em engenharia Geológica, no Instituto Superior Técnico. Acabado o curso, começou a trabalhar, numa área afim à sua formação durante cerca de 8 anos. A certa altura da sua vida, percebeu que a sua felicidade já não passava por Lisboa, nem por um trabalho frente ao computador, o que a fez repensar e decidir uma mudança radical de vida.

Alentejana de alma e coração, o seu desejo de voltar ao Alentejo teve mais força que outros projetos e, definitivamente, regressou às suas origens em 2021.

Mesmo sendo de Estremoz, não voltou para lá pois havia uma zona do Alentejo que a encantava. Catarina, pôs os pés ao caminho e acabou por se instalar no concelho de Marvão. Quando questionámos o porquê desta zona, Catarina não hesitou em dizer que o que a fez vir para aqui foi a genuinidade das pessoas e a paisagem deslumbrante desta região.

Escolhido o local para morar e completamente decidida a mudar de vida, Catarina ambicionava ter um negócio, não sabendo muito bem na altura qual ou de que tipo. Sabia, porém, que teria que ser ligado a alimentação e ao biológico.

Como curiosa e com algum tempo livre para pensar e inventar, começou a aprender a fazer bombons com a antiga dona da loja onde hoje se encontra estabelecida. Foi sua aprendiza e aperfeiçoou a sua arte chocolateira. Aí começou a sua paixão pelos chocolates.

Por motivos de reforma da antiga proprietária, A Toca do Chocolate encerrou a sua atividade. Nessa altura, Catarina não hesitou, assumiu o espaço como seu, manteve parte do nome do estabelecimento e, em Junho de 2025, A Toca abriu as suas portas ao mundo.

Quando pensou dar vida ao seu próprio projeto e a uma nova loja, decidiu apostar mais fortemente em produtos regionais, e, aqui, o chocolate acabou por ganhar força e uma nova forma de vida. Apesar da sua abertura recente, a aposta neste projeto começa já a ser uma referência em Castelo de Vide pela criatividade e inovação dos seus bombons: os bombons com bolota, alecrim e limão, hortelã da ribeira, vinagre, queijo de Nisa e caramelo salgado, entre outros têm feito as delícias de todos os que visitam A Toca. Explicou-nos também que a sua aposta vai ao encontro da sazonalidade dos produtos.

A Toca é um espaço onde pode degustar, para além de chocolates artesanais, bolos com sabores da estação, uma seleção de produtos locais, tais como vinhos, licores, mel, azeite etc. É também um sítio muito agradável para fazer um almoço ligeiro ou um lanche. No seu menu tem umas tostas de fazer crescer água na boca, pois mistura sabores agridoces e conjuga-os com diferentes chutneys que tem na loja à venda.

Gostaríamos ainda de referir, que ao chegar ao local, ainda na rua, fomos inebriados por um suave aroma de bolo acabado de sair do forno, que nos fez recuar no tempo e lembrar a casa de qualquer avó.

Isto e muito mais, poderá encontrar neste espaço onde pode sempre provar uma ginjinha Franciscana.

Para o futuro tem previsto que a loja esteja de portas abertas para a comunidade, onde os locais se possam juntar para dinamizar atividades tais como encontros de tricot ou clube de leitura, e pretende levar a cabo um calendário de exposições temporárias dando primazia a autores locais.
Informamos os nossos leitores que podem contactar a Catarina para apresentar projetos caso pretendam expor obras próprias.

Convidamos a uma visita, não só porque o espaço é muito acolhedor, mas também porque a anfitriã vos irá receber de braços abertos e com um sorriso rasgado e doce!

A TOCA
Morada: Rua Mouzinho da Silveira, 14
Castelo de Vide
Emailatoca.castelodevide@gmail.com
Tel. 934 523 059

 

 


Bolo de Ginja com Canela

Ingredients:

  • 100g de manteiga derretida
  • 3 ovos
  • 150g de natas
  • 170g de farinha
  • 100g de açúcar branco
  • 1 colher de chá de fermento
  • Açúcar mascavado q.b.
  • Canela q.b.
  • Ginjas descaroçadas

Method of preparation:

Pré aquecer o forno a 180º.
Numa tigela bater a manteiga, os ovos, as natas, o açúcar branco e o fermento em pó. Gradualmente introduzir a farinha mexendo ao mesmo tempo. Misturar bem todos os ingredientes e colocar a massa numa forma de bolo amovível.
Adicionar as ginjas descaroçadas, pulverizar com canela e açúcar mascavado a gosto. Levar ao forno durante 40 minutos. (Após 20 minutos no forno, colocar uma folha de alumínio por cima até ao final da cozedura, para evitar queimar o açúcar mascavado).
Sugestão: regar a fatia de bolo com ginjinha Franciscana ou acompanhar com um cálice.


Ginjinhas banhadas em Chocolate

Ingredients:

  • 100g de ginjas descaroçadas
  • 200g chocolate branco
  • 200g chocolate negro 70% cacau

Method of preparation:

Comece por descaroçar as ginjas e seque-as em papel. Derreta em primeiro lugar o chocolate branco. Coloque-o numa taça alta e mergulhe as ginjas com 1 palito, repetindo até esgotar o chocolate. Disponha por cima de uma folha de papel vegetal e leve ao congelador durante 30m. Repita o processo com o chocolate negro e mergulhe novamente as ginjas até acabar o chocolate. Leve por mais 30m ao congelador .
Sirva congelado e delicie-se com esta receita fácil, rápida e fresca.
Pode acompanhar com um copinho de ginjinha Franciscana.


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