STORY
Entre a Raia e o Caia, há um lugar onde o Campo é Maior. Entre a fronteira e o rio, há chão que dá uvas e, que em tempos, deu talhas. Há tradição, identidade e tipicidade.
Neste vinho, engarrafamos este chão. O nosso chão camponês. Aqui, onde os campomaiorenses são apelidados de “camponeses”, a terra foi, é e continuará a ser, o sustento de muitos, e a inspiração de outros tantos. Terra que ostenta património, tantas vezes invadido, mas sempre defendido por um povo corajoso e resiliente, cuja “lealdade e valor” o passado perpetuou no seu carácter.
Renovando o saber do passado, partilhando a nossa visão do futuro, desenhámos um vinho de homenagem às nossas raízes, aliando a arte da olaria campomaiorense, primordial para elaboração dos vinhos de outrora, à sua tradição vitivinícola, num casamento perfeito de sentido de lugar.
Este não é um vinho da talha, é um vinho da terra.
Num conjunto de técnicas de vinificação com diferentes propósitos, trabalhámos as uvas que este chão nos deu, para que nele, o vinho, voltasse mais tarde a descansar, até ao momento de entrar na garrafa. Na vinha, como no vinho, o paralelismo com a vida da borboleta relembra-nos que desde o momento em que podamos uma videira, até ao momento em que abrimos uma garrafa, a Pupa acontece. São ciclos de uma natureza artesã.
Agora, no copo, é tempo desfrutar daquilo com que a natureza nos brindou.
Saúde!!
VITICULTURA
Assente numa agricultura de harmonia e respeito absolutos pela natureza, baseada em conceitos holísticos e regenerativos, tendo a biodiversidade funcional (doméstica e selvagem)
e a policultura como agentes principais da preservação, conservação e equilíbrio do ecossistema.
VINDIMA
DATA: 24 de Agosto de 2024
COLHEITA: Manual, para caixas de 12,5 Kg, arejadas.
VINHO
CASTAS: 50% Aragonez | 25% Touriga Nacional | 10% Alicante Bouschet | 15% Roupeiro
VINIFICATION: Após uma colheita criteriosa e minuciosa dos cachos sãos, as uvas foram rapidamente encaminhadas para a adega, onde foram processadas, com desengace mecânico total para lagar de inox e/ou dorna, seguindo-se a pisa a pé de todas as uvas, e a separação em diferentes vinificações, bem como materiais e formatos:
– 50% meia curtimenta em lagar, talha de barro e cuba de inox;
– 40% Curtimenta total em talha de barro e inox;
– 10% Manta totalmente submersa em inox.
A fermentação alcoólica (FA) ocorreu entre os 22 e os 28 ºC, durante 20 dias. Após o término da FA, as curtimentas foram atestadas e 50% do lote manteve o contacto pelicular até final da fermentação maloláctica. Seguidamente, fez-se a desencuba e o vinho limpo estagiou em talhas de barro de Campo Maior, sobre borra fina, durante 6 meses.
NOTA DE PROVA
Violeta-Ruby, na cor, de intensidade média. Nariz apelativo, jovem, de fruta fresca e carácter primário. Destaque para as bagas silvestres, cereja e framboesa, com leve terroso e resina de fundo. Na boca é contido no ataque, crescendo de forma empolgante e harmoniosa, com boa amplitude e angulosidade, tendo na acidez, fina e precisa, o ponto de equilíbrio e vivacidade que nos remente para um final longo, elegante e sedoso.
À MESA
O seu perfil ousado e identidade vincada, sugere gastronomia no mesmo registo. Pratos de caça estufada, carnes na brasa ou arrozes caldosos e condimentados, serão combinações de sucesso. Contudo, pode surpreender com gastronomia mais exótica e especiada, assim como pratos de peixe ou moluscos onde o tomate e os pimentos sejam o elemento de ligação.
TEMPERATURAS
CONSERVAÇÃO/GUARDA: 14 – 16 ºC
SERVIÇO: 15 – 16 ºC
CONSUMO: 16 – 18 ºC









