HISTORIA
Entre a Raia e o Caia, há um lugar onde o Campo é Maior. Entre a fronteira e o rio, há chão que dá uvas e, que em tempos, deu talhas. Há tradição, identidade e tipicidade.
Neste vinho, engarrafamos este chão. O nosso chão camponês. Aqui, onde os campomaiorenses são apelidados de “camponeses”, a terra foi, é e continuará a ser, o sustento de muitos, e a inspiração de outros tantos. Terra que ostenta património, tantas vezes invadido, mas sempre defendido por um povo corajoso e resiliente, cuja “lealdade e valor” o passado perpetuou no seu carácter.
Renovando o saber do passado, partilhando a nossa visão do futuro, desenhámos um vinho de homenagem às nossas raízes, aliando a arte da olaria campomaiorense, primordial para elaboração dos vinhos de outrora, à sua tradição vitivinícola, num casamento perfeito de sentido de lugar.
Este não é um vinho da talha, é um vinho da terra.
Num conjunto de técnicas de vinificação com diferentes propósitos, trabalhámos as uvas que este chão nos deu, para que nele, o vinho, voltasse mais tarde a descansar, até ao momento de entrar na garrafa. Na vinha, como no vinho, o paralelismo com a vida da borboleta relembra-nos que desde o momento em que podamos uma videira, até ao momento em que abrimos uma garrafa, a Pupa acontece. São ciclos de uma natureza artesã.
Agora, no copo, é tempo desfrutar daquilo com que a natureza nos brindou.
Saúde!!
VITICULTURA
Assente numa agricultura de harmonia e respeito absolutos pela natureza, baseada em conceitos holísticos e regenerativos, tendo a biodiversidade funcional (doméstica e selvagem)
e a policultura como agentes principais da preservação, conservação e equilíbrio do ecossistema.
VINDIMA
DATA: 7 e 8 de Agosto de 2024
COLHEITA: Manual, para caixas de 12,5 Kg, arejadas.
VINHO
CASTAS: 65% Roupeiro | 30% Arinto | 5% Field Blend (Antão Vaz, Fernão Pires e Bical)
VINIFICACIÓN: Após uma colheita criteriosa e minuciosa dos cachos sãos, as uvas foram rapidamente encaminhadas para a adega, onde foram processadas, com desengace mecânico total para lagar de inox e/ou dorna, seguindo-se a pisa a pé de todas as uvas, e a separação em
diferentes vinificações, bem como materiais e formatos:
– 50% meia curtimenta em lagar, talha de barro e cuba de inox;
– 40% bica aberta e prensa directa, com decantação estática por frio durante 48 horas,
seguida de passagem a limpo para talha e cuba de inox;
– 10% curtimenta total em talha de barro;
A fermentação alcoólica (FA) ocorreu entre os 16 e os 18 ºC, durante cerca de um mês. Após o término da FA e impedindo a realização da fermentação maloláctica, fez-se a tiragem a limpo do vinho, que estagiou em talhas de barro de Campo Maior, onde permaneceu durante 6 meses em borra fina com batonnage bi-mensal.
NOTA DE PROVA
Expressivo, jovial e fresco no nariz, com fruta de polpa branca e amarela, alguma flôr de laranjeira e ligeira resina de fundo. A boca acompanha o nariz. No ataque mostra potência e “nervo”, com agradável angulosidade e boa tensão, tendo na acidez, crocante e precisa, um equilíbrio entusiasmante, que lhe confere uma vivacidade apelativa e nos remete para um final elegante, persistente e harmonioso.
À MESA
O seu “nervo” e potência em boca revelam toda a sua capacidade de prato e o seu carácter claramente gastronómico. Pode vingar num registo mais clássico de peixes na brasa e mariscos de concha, como também em pratos mais arrojados, iguarias tradicionais condimentadas e até carnes gordas, onde a acidez tornará o momento leve e muito prazeroso.
TEMPERATURAS
CONSERVAÇÃO/GUARDA: 14 – 16 ºC
SERVIÇO: 8 – 10 ºC
CONSUMO: 10 – 12 ºC









